
Qual a sua verdadeira motivação?
29 01 2010
Antes de começar a ler se faça essa pergunta. Mas se proponha a tirar todas as máscaras que você usa com você mesmo, ou até mesmo com Deus. Muitas vezes nos escondemos na máscara da espiritualidade e falamos que servimos porque queremos cumprir os propósitos de Deus em nossa vida(não duvido de quem verdadeiramente o faça)quando na verdade, nosso coração tem outras motivações. Peça a Deus nesse momento para que ele abra os seus olhos para que você possa enxergar quem você é além das suas máscaras,além do que você finge que é. Abre o seu coração para Deus para que assim ele possa realizar cura em seu coração.
Começando então, quero que vocês leiam esse trecho com atenção.
“Jesus e os seus discípulos continuaram a sua viagem e chegaram a um povoado. Ali uma mulher chamada Marta o recebeu na casa dela. Maria, a sua irmã, sentou-se aos pés do Senhor e ficou ouvindo o que ele ensinava. Marta estava ocupada com todo o trabalho da casa. Então chegou perto de Jesus e perguntou:– O senhor não se importa que a minha irmã me deixe sozinha com todo este trabalho? Mande que ela venha me ajudar.Aí o Senhor respondeu:– Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela.”(Lucas 10.39-42)
Jesus foi à casa de Marta, e ela estava tão preocupada com os afazeres domésticos, preocupada em ser uma boa anfitriã, em cuidar da aparência da casa, e se esqueceu da melhor parte, que era se aquietar e ouvir ao Senhor. Quantas vezes nós fazemos isso? Nos ocupamos tanto com as coisas aqui. Não me refiro as coisas desse mundo, mas me refiro a obra, ministério. Nos preocupamos tanto em sermos bons anfitriões, fazer as coisas para Jesus, mas nos esquecemos do que é importante. A intimidade com Jesus. Podemos nos comparar a um esposa, que durante todo dia se preocupa com a chegada do esposo em casa, arruma a casa, faz comida, para quando ele chegar tudo estar perfeito, mas quando ele chega não há intimidade nem diálogo entre eles. O casamento não funciona. Do que adianta fazer muitas obras, mas se não estamos próximos dele. Não vale a pena. Muitas vezes achamos que pelo muito fazer, pelo muito oferecer a Deus, conquistamos a sua atenção, mas não é assim que funciona. O que chama a atenção de Deus é um coração quebrantado, um vida rendida, um coração que anseie pela presença dele. Santidade chama atenção de Deus. Não digo que não devemos servir, pelo contrário, devemos servir. Mas a custo de que estamos servindo? Servir sem Deus é servir com a motivação errada. Deus nos manda amá-lo acima de todas as coisas. Como eu amarei meu irmão se eu não amo a Deus. Porque quem ama quer estar perto, quer tocar, quer sentir o amado, tem saudades do amado. Se nos conformamos em estar longe de Deus, talvez o amemos, mas não como deveríamos. Se não amo a Deus não amo meu irmão. Então sirvo porque?Por caridade não é. Então já não fazemos tudo por caridade como Paulo nos orienta a fazer.(1 Cor 16.14).
Nossa igreja Filadélfia em Lábrea, está iniciando sob minha direção uma nova história... Pra mim é um privilégio grande dar continuidade a uma obra tão bonita como esta... Mas não posso fazê-la sozinho. Preciso de você querido e querida.
Comece meu irmão a tirar as máscaras, e entregar todas as motivações erradas ao Senhor. Pra terminar eu quero só deixar outro versículo.
“Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. Prepararam ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada. Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse:– Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres?Judas disse isso, não porque tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela.”(João 12.1-6)
Muitas vezes nossas intenções podem ser as mais nobres possíveis, como de Judas era, mas o que se passa de verdade no nosso coração. Será que é a vaidade a nossa motivação, a inveja, a vanglória.
Minha oração é que esse texto tenha sido edificante para você e que você que tenha se identificado, que foi tocado por Deus através dessa palavra possam estar retirando as máscaras. É doloroso. Mas necessário.
“Tudo que façamos para a propagação do Evangelho deve ser fruto da nossa intimidade com Deus”
Na Paz de Cristo
Pastor Rogevan Santos
